Provavelmente, há um ou dois meses, estaria neste momento com raiva de mim. Sentindo-me culpada, estaria a chorar lágrimas de fraqueza, e a dor estaria a ocupar a minha vontade de seguir em frente. Fomos tão felizes, nos primeiros tempos. Depois, é como se uma tempestade aparecesse, e ficasse cá, até eu decidir ser feliz. Se ainda estivesse agarrada a ti, estaria a escrever dizendo que a culpa foi toda minha, que eu estraguei tudo sozinha. Engano. Hoje finalmente percebi que por vezes exagerei, mas tu passaste dos limites. Essa tua insegurança foi capaz de me tirar as minhas amigas, foi capaz de afasta-las de mim. E a culpa também foi minha, por ter feito isso tudo por ti. Por ter voltado as costas a quem esteve sempre lá, e não me fizeram escolher entre eles, ou tu, como por vezes tu me forçaste a fazê-lo. Arrependimentos? Esses estão atrás das costas. Desta vez posso dizer de tudo, porque eu PRÓPRIA não vou querer voltar ao passado. Sentir-me presa a ti. Fiquei demasiado dependente. Mas agora chega. Chega de ouvir e ficar calada só para não te magoar. De calar o meu coração quando ele precisa de te gritar bem alto. Chega de aguentar as tuas más disposições, de lutar por ti. Agora é cada um por si. Eu espero que um dia tu mudes voltes a ser o que eras. Não por mim, mas pelos que te rodeiam e precisam do teu antigo “eu”, como eu precisava, e talvez ainda precise. Espero que te lembres do nossos melhores momentos e sintas saudades, como eu senti. Que te lembres das nossas discussões fúteis e que penses de quem foi a culpa. E no fim, que te sintas um pouco culpado, por me teres magoado tanto ao ponto de eu te querer odiar. E nesse dia, lembra-te do quão forte era o que sentiamos um pelo outro, e do tudo ou pouco, que eu te pude dar… A ti, e a nós. E se a pessoa que eu amava decidir voltar, espero que ela se lembre que me tirou o brilho, e deixou-me no escuro, sozinha. Espero que esse ainda tenha a coragem de voltar, e trazer o meu brilho, de volta! Espero nesse dia, perdoar-te, sem me esquecer de toda a dor que eu passei por ti. E lembrar-me das vezes que me deste a possiblidade de voar sem asas dizendo apenas uma coisa: amo-te.
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